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Alcolumbre e Motta dão prazo de 10 dias para Haddad revogar IOF

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Presidentes da Câmara e do Senado conversaram com ministro da Fazenda e disseram que é necessário alternativa ao imposto; saiba o que foi proposto e conversado

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deram um prazo de 10 dias para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revogar as medidas de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Se até o início da semana de 9 de junho nada for feito, o Congresso vai colocar em votação um projeto de decreto legislativo que anula a medida da equipe econômica.

A conversa foi na noite de 4ª feira (28.mai.2025), na residência oficial do presidente da Câmara. Estavam presentes também a ministra das Relações Institucionais do Palácio do Planalto, Gleisi Hoffmann (PT), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

“Nós dissemos que, para não dizer que não queremos colaborar com o governo, que vamos dar um prazo para que a equipe econômica estude alternativas. Em 10 dias eles podem nos apresentar uma alternativa. Não queremos atrapalhar, mas precisamos de uma solução. Serão uns 10 dias de espera”, disse Hugo Motta ao Poder360 em entrevista por telefone nesta 5ª feira (29.mai.2025).

Entre as alternativas discutidas –nenhuma vista como solução por Haddad– estão taxar as empresas de apostas, as bets, aumentar a taxação sobre fintechs e medidas mais estruturantes. “Temos de ter algo estruturante e não gambiarras a toda hora para aumentar a arrecadação. Temos de rever as isenções fiscais, tem de discutir a vinculação de receita [gastos obrigatórios e às vezes excessivos e desnecessários em algumas áreas] e votar a reforma administrativa [que melhora a eficiência do Estado e melhora o desempenho do serviço público]. Isso é o que o país quer”, afirmou Hugo Mota,citando que falou ontem durante a conversa com Fernando Haddad.

Fonte: Poder360

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