Pagamento de colaboradores deveria ter caído na última sexta-feira (5)
O Consórcio Guaicurus e o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) se reúnem, nesta segunda-feira (8), para discutirem a questão do atraso no pagamento dos motoristas de ônibus de Campo Grande.
Os funcionários da empresa estão sem receber o pagamento referente ao mês de novembro. Além disto, os trabalhadores temem que o vale, que é usualmente pago no dia 20 de cada mês, também não seja acertado. A data coincide ao prazo para o depósito do 13° salário, mais uma das preocupações dos motoristas.
O pagamento do salário dos 1.100 funcionários deveria ter caído na sexta-feira (5), 5º dia útil, mas não ocorreu. O Consórcio Guaicurus comunicou ainda ontem que não teria recursos financeiros para realizar o pagamento do 13º salário e da folha salarial dos colaboradores.
Ao Jornal Midiamax, o presidente do STTCU-CG, Demétrio Freitas, disse, no último sábado (6), que a reunião tem objetivo de obter um posicionamento dos representantes da empresa.
“Vamos conversar e entender, porque estavam atrasando o vale, agora atrasaram o pagamento. A situação é insustentável, os trabalhadores estão revoltados”, afirmou.
Ainda segundo Demétrio, caso não haja mesmo o pagamento, a greve não será descartada. “Faremos por meio de publicação de edital, tudo dentro dos conformes”.
Motivo do atraso
A empresa, que já faturou mais de R$ 1,8 bilhão desde que assumiu o serviço, atribui a incapacidade de honrar os compromissos trabalhistas à inadimplência de repasses devidos pelo Poder Público. Não à toa, a empresa recorre constantemente à Justiça para forçar o repasse de mais verba pública aos cofres privados do grupo.
Além dos convênios com o Poder Público, o transporte coletivo ainda obtém receitas oriundas das tarifas dos usuários e de publicidade busdoor.
A empresa classifica a situação como crítica e solicita providências urgentes das autoridades competentes para a regularização dos débitos. Um pedido de intervenção no transporte público já foi apresentado à Prefeitura da Capital e mobiliza assinatura de populares para que seja designado um agente que possa avaliar a operação e, se possível, colocar o serviço em ordem após diversos indícios de ingerência, negligência e incompetência dos chefes do Consórcio.
O comunicado ainda destaca que a não regularização dos supostos débitos pode resultar na interrupção da prestação dos serviços, a exemplo do que ocorreu recentemente, quando motoristas teriam sido forçados a cruzar os braços por cerca de duas horas, no início da manhã do dia 22 de outubro, sob a justificativa de não pagamento do vale salarial.
Denúncias
São inúmeras e diárias as reclamações no serviço, como atrasos, condições precárias dos ônibus e superlotação. Denúncia recente mira o Consórcio por forçar greves dos motoristas.
Denúncia revelada pelo Jornal Midiamax mostrou que a falsa paralisação teria sido resultado de um conluio entre o sindicato que representa os trabalhadores do Consórcio com empresários que comandam a companhia. A intenção era pressionar o repasse de verba pública, impactando a rotina do campo-grandense. O Tribunal Regional do Trabalho chegou a abrir investigação para apurar prática de locaute contra o Consórcio.
Fonte: Midiamax





























