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Vigilância de Fachada: O Abandono do Centro de Campo Grande Sob as Câmeras da GCM

Rua 14 de julho em Campo Grande. Foto: PMCG

Tecnologia Inútil e Comércio no Escuro: A Impunidade que Reina na 14 de Julho Após o “Apagar das Luzes”

Apesar da pompa na inauguração do sistema de videomonitoramento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) em dezembro de 2025, o coração de Campo Grande tornou-se um cenário de desolação e crime. As câmeras, espalhadas pelas principais avenidas com a promessa de “sensação de segurança”, servem apenas como espectadoras passivas da degradação urbana. Assim que o comércio encerra o expediente, as ruas são entregues a usuários de entorpecentes e vândalos que, mesmo sob o olhar das lentes estatais, agem com total impunidade, destruindo o patrimônio público e privado enquanto a região amarga a negligência das autoridades.

A fragilidade da segurança pública é escancarada por crimes que se repetem à luz do dia e sob a escuridão da noite. Em novembro de 2025, uma loja na icônica Rua 14 de Julho teve sua vitrine estraçalhada por bandidos que levaram sacolas de roupas, deixando o prejuízo integral nas mãos do comerciante. Na manhã desta terça-feira, o pesadelo se repetiu de forma sistêmica: diversos estabelecimentos amanheceram sem energia devido ao roubo em massa da fiação elétrica. O projeto “Reviva Centro”, que deveria modernizar a capital, deixou os fios expostos em tubos e caixas de metal vulneráveis, facilitando a ação de criminosos que não temem o aparato tecnológico empregado pela prefeitura.

O resultado dessa política de segurança ineficiente é o prejuízo direto ao trabalhador e ao gerador de empregos. Enquanto aguardam a morosa reposição da fiação, lojas permanecem de portas fechadas, impedidas de atender ao público por falta de luz. A tecnologia e a infraestrutura milionária mostram-se incapazes de inibir a marginalidade que perambula livremente pelo centro. Campo Grande não precisa de câmeras que apenas filmam o crime; precisa de uma presença ostensiva e de punição severa para os vândalos que sequestraram o centro e mergulharam o comércio na escuridão e no prejuízo.

Por: Paola Rossato

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