‘Manga Rosa’ foi preso no último dia 18, mas ganhou liberdade provisória com pagamento de fiança de R$ 16 mil
O policial civil Célio Rodrigues Monteiro, o “Manga Rosa”, alvo da Operação Iscariotes, deflagrada pela PF (Polícia Federal) e Receita Federal, por contrabando milionário de eletrônicos, foi designado para atuar na 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande.
“Manga Rosa” foi preso no último dia 18, mas ganhou liberdade provisória dias depois, com pagamento de fiança no valor de R$ 16 mil. Quando preso, o policial perdeu o cargo de chefia e foi afastado compulsoriamente de sua função.
Além de “Manga Rosa”, o investigador Edivaldo Quevedo da Fonseca, um policial militar da reserva e três policiais rodoviários federais aposentados foram alvos da operação. Edivaldo também teve a liberdade concedida mediante fiança de R$ 16 mil.
Nesta quarta-feira (1º), foi publicada no Diário Oficial do Estado a designação de Célio para atuar na 1ª DP da Capital durante 90 dias em atividades administrativas. A portaria foi assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lucio, na terça-feira (31).
“Designar, pelo período de 90 (noventa) dias, CÉLIO RODRIGUES MONTEIRO, Investigador de Polícia Judiciária, Classe Especial, lotado na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia/MS, para com prejuízo de suas funções habituais, atuar na Primeira Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande/MS, em atividades estritamente administrativas, com validade a contar da data da publicação”, diz a publicação.
Operação Iscariotes
Em Mato Grosso do Sul, as equipes cumpriram mandados em Campo Grande e Dourados, sendo alguns nas delegacias e em residências de policiais. Em Minas Gerais, estado que recebia os eletrônicos contrabandeados, são alvos os municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros.
Além dos policiais, uma empresa da mesma família teve quatro lojas interditadas dentro do Camelódromo de Campo Grande, na manhã de quarta-feira (18). Brendon Alisson Tavares e o pai Clenio Alisson Tavares também foram presos. A defesa pediu pela substituição da prisão de Brendon por medidas cautelares, e a Justiça Federal negou pedido de liberdade.
A organização criminosa é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado. Os eletrônicos eram importados sem documentação fiscal e sem a regularização dos órgãos de controle aduaneiro.
Após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades do país, especialmente em Minas Gerais. A organização criminosa usava veículos adaptados com compartimentos ocultos para facilitar o transporte e a distribuição dos eletrônicos.
Fonte: Midiamax





























