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Caso Master: conselheiros do BRB desmentem pressão do BC para comprar carteiras do banco

Sede do BRB (Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília).

Documento enviado a colaboradores nega que Ailton Aquino tenha solicitado apoio financeiro ao Banco Master

Os conselheiros do Banco de Brasília (BRB), Ricardo Duarte e Kátia Peixoto, negaram formalmente a existência de pressões vindas do Banco Central para a aquisição de carteiras de crédito pertencentes ao Banco Master.

Por meio de uma carta direcionada ao corpo de funcionários e ex-colaboradores da estatal, os membros do conselho contradizem informações sobre uma suposta interferência de Ailton Aquino, diretor de Fiscalização da autoridade monetária, que teria agido em favor da instituição privada.

No documento, os conselheiros são enfáticos ao descrever a dinâmica interna do órgão:

“É importante esclarecer que não houve, em nenhuma reunião do Conselho, qualquer comunicação ou mensagem atribuída a representante de órgão regulador solicitando ou orientando a compra de carteiras do Banco Master”.

Segundo o texto, tais alegações são infundadas e não possuem lastro documental:

“Tal informação não corresponde à realidade, não consta de atas e jamais foi apresentada formal ou informalmente aos conselheiros”.

Além de desmentir a influência externa, Duarte e Peixoto revelaram que se posicionaram contra a continuidade das operações de compra em diversas oportunidades. Para os conselheiros, a negociação para a aquisição do próprio Banco Master tornava a compra recorrente de suas carteiras de crédito um movimento “economicamente e prudencialmente injustificável”.

O imbróglio ganhou força após reportagem do jornal O Globo sugerir que Ailton Aquino teria enviado mensagens a Paulo Henrique Costa, que presidia o BRB na ocasião, solicitando a compra dos ativos para socorrer o Master em questões de liquidez. Atualmente, as investigações apuram suspeitas de fraude na ordem de R$ 12 bilhões, envolvendo a comercialização de carteiras de crédito inexistentes entre as duas instituições.

Duarte e Peixoto encerram o comunicado reforçando o posicionamento oficial do regulador.

“A inexistência das alegações veiculadas foi, inclusive, confirmada pelo próprio Banco Central do Brasil, que esclareceu oficialmente não ter havido qualquer solicitação ou orientação nesse sentido”, pontuam os conselheiros, buscando isolar a governança da instituição de crises políticas externas.

Fonte: Diário do Poder

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