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Casos recentes de chikungunya e dengue colocam municípios da Costa Leste em alerta

Divulgação

Dados da Secretaria de Estado de Saúde mostram aceleração de casos prováveis nas últimas duas semanas

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS) divulgou, nesta semana, os boletins epidemiológicos referentes à Semana Epidemiológica 49 de 2025, com dados consolidados até o dia 6 de dezembro. Os relatórios de Dengue e Chikungunya revelam um cenário que exige atenção redobrada da população na região Leste do estado, especificamente nos municípios de Brasilândia, Bataguassu, Santa Rita do Pardo e Anaurilândia, que apresentam quadros distintos de circulação viral e infestação vetorial.

No cenário estadual, Mato Grosso do Sul soma, em 2025, 14.023 casos prováveis de Dengue e 14.116 casos prováveis de Chikungunya. O número de óbitos confirmados chega a 18 para Dengue e 16 para Chikungunya.

O cenário nos municípios da região

A análise dos dados locais aponta para diferentes graus de risco entre as cidades observadas, com destaque para a alta incidência acumulada em Brasilândia e o elevado índice de infestação predial em Bataguassu.

Brasilândia

O município apresenta os indicadores mais expressivos de Dengue entre as quatro cidades analisadas. Com uma população estimada em 11.579 habitantes, Brasilândia acumula 154 casos prováveis da doença no ano, dos quais 107 foram confirmados. O dado que chama a atenção é a incidência de casos confirmados, que atingiu a marca de 1.045,0 por 100 mil habitantes, classificando o município em um patamar de alta incidência acumulada.

Em relação à Chikungunya, a cidade registra 151 casos prováveis e 4 confirmações. Monitoramentos recentes, referentes aos últimos 14 dias, apontam que o município mantém uma classificação de “Média Incidência” para casos prováveis de Chikungunya.

Bataguassu

A situação em Bataguassu destaca-se pelo risco entomológico (relativo ao vetor). O município aparece no monitoramento de armadilhas (ovitrampas) com um Índice de Positividade (IPO) de 82%. Isso significa que, de cada 10 armadilhas instaladas para monitorar o Aedes aegypti, mais de 8 continham ovos do mosquito, sinalizando uma presença massiva do vetor na área urbana.

Epidemiologicamente, Bataguassu registra 210 casos prováveis de Dengue em 2025, com 65 casos confirmados. Nas últimas duas semanas (SE 48 e 49), a cidade apresentou uma aceleração, entrando na faixa de “Média Incidência” tanto para casos prováveis de Dengue (31 casos recentes) quanto para Chikungunya (30 casos recentes). No total anual, são 110 casos prováveis de Chikungunya na cidade.

Vale ressaltar que, na campanha de vacinação contra a Dengue, Bataguassu apresenta uma cobertura de 85,12% na primeira dose (D1) para o público-alvo, ocupando a 34ª posição no ranking estadual de imunização.

Santa Rita do Pardo

Com números absolutos menores, Santa Rita do Pardo registra 22 casos prováveis de Dengue, sendo 18 confirmados. A incidência de casos confirmados é de 256,2 por 100 mil habitantes. Quanto à Chikungunya, o município tem 4 casos prováveis notificados no ano. O monitoramento vetorial por armadilhas indicou um índice de positividade de 45%.

Anaurilândia

O município apresenta o quadro mais estável entre os quatro analisados. São 15 casos prováveis de Dengue e 8 confirmados, resultando em uma incidência de 104,5. Para Chikungunya, foram notificados 9 casos prováveis e apenas 1 confirmado até o fechamento do boletim. A cobertura vacinal da primeira dose contra a dengue no município está em 47,37%.

Prevenção e monitoramento

A Vigilância Estadual de Controle de Vetores utiliza o método de ovitrampas para antecipar surtos, detectando a densidade de ovos do mosquito antes que a transmissão viral se intensifique. Os dados de Bataguassu, em especial, servem como um indicador precoce para a necessidade de intensificação das ações de limpeza e eliminação de criadouros.

A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a vacinação continua sendo uma estratégia vital. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses. Além disso, em caso de sintomas como febre, dores no corpo e nas articulações, a recomendação é evitar a automedicação e procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Fonte: Cenário MS

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