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Ex-Presidente do INSS, Stefanutto, é Preso Pela PF

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Bilionárias e Envolvimento da Cúpula do Órgão

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13/11/2025) uma nova fase da Operação Sem Desconto, resultando na prisão do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto. A operação mira um esquema de fraudes que gerou descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões de beneficiários, com o prejuízo total estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A prisão de Stefanutto, que foi exonerado do cargo em abril após o início das investigações, é um marco na apuração que busca desmantelar a organização criminosa instalada dentro da autarquia.

A investigação aponta que Stefanutto, que assumiu a presidência em julho de 2023, teria agido com omissão ou facilitação para permitir a continuidade dos descontos ilegais por parte de sindicatos e associações, mesmo após alertas internos e pareceres jurídicos contrários. Um dos pontos chave é que ele teria liberado descontos indevidos para mais de 34 mil aposentados, contrariando recomendações de não liberação. Além disso, a PF investiga a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário e a manutenção de servidores ligados ao esquema em posições estratégicas.

O cumprimento da prisão preventiva de Stefanutto, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reforça a seriedade das acusações de que ele teria tentado interferir na coleta de provas e na investigação interna. A operação cumpriu um total de 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão em diversos estados, atingindo não apenas a cúpula do INSS, mas também entidades associativas e até um ex-ministro e deputados federais. A defesa de Stefanutto, por sua vez, classificou a prisão como ilegal e alegou que ele tem colaborado com as investigações, confiando em provar sua inocência.

Por: Paola Rossato

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