Ação realizada nesta terça-feira (12) também prendeu servidores ligados à Sisep; ao todo, sete pessoas foram detidas
O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso nesta terça-feira (12) durante Operação “Buraco Sem Fim” do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), que investiga supostas irregularidades em contratos de tapa-buraco firmados em 2018.
Além de Fiorese, também foram presos o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edvaldo Aquino Pereira, ambos ligados à pasta. No total, sete pessoas foram detidas durante a ação. Os três já são réus na Operação Cascalhos de Areia, que apura fraudes em contratos com empreiteiras responsáveis pela manutenção de vias não pavimentadas durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV).
Conforme apurado pela reportagem, Rudi Fiorese foi preso na residência dele na Rua das Garças, na região central da Capital e foi encaminhado para a delegacia. Equipes do Gaeco permaneceram na Sisep durante a manhã cumprindo mandado de busca e apreensão e, também cumpriram diligências em outros endereços ligados aos alvos da investigação.
Fiorese comandou a Sisep entre 2017 e 2023. Ele deixou o cargo um ano após Adriane Lopes (PP) assumir a prefeitura de Campo Grande. Atualmente, ocupa o cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul). A equipe do Diário Digital procurou o Governo do Estado, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Operação “Buraco Sem Fim”: A ação teve como objetivo o cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, em Campo Grande.
Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real.
A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no município, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02. O cumprimento dos mandados decorre de decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos.
Fonte: Diário Digital





























