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Falso motorista de aplicativo estupra estudante nas proximidades de faculdade em Dourados

A Polícia Civil deve investigar o crime e procurar o suposto autor, que segue foragido. (Foto: Dourados Agora)

Alunos utilizaram as redes sociais para prestarem apoio à vítima e cobrarem o poder público por iluminação na região

Uma aluna,de 19 anos, da Faculdade Anhanguera foi estuprada, na noite da última sexta-feira (14), próximo à um bloco da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O crime ocorreu ao entrar no carro de um falso motorista de aplicativo.

Conforme informações preliminares, a jovem pediu para uma amiga solicitar uma corrida para ela, visto que o destino final era o ponto de ônibus onde a mesma havia esquecido o próprio aparelho. Ao aguardar o veículo, um homem se apresentou afirmando ser o suposto motorista.

O acusado alterou o trajeto da viagem, seguindo para uma via mal iluminada a caminho de Ponta Porã, nas proximidades da Faculdade de Direito e Relações Internacionais (UFGD) e abusou sexualmente da vítima. Para que ela não reagisse, o suspeito a ameaçou com uma faca, conforme o relato da estudante.

Posterior ao crime, o homem devolveu a acadêmica no local onde havia a abordado. A professora da vítima percebeu uma mudança em seu compartamento e ao questionar o que havia acontecido, a aluna informou que sofreu um estupro antes de comparecer à aula.

Nas redes sociais, a Atlética de Relações Internacionais da UFGD postou uma nota de repúdio prestando apoio a vítima, demonstrando indignação com a situação e solicitando ao poder público iluminação na região.

Falso motorista de aplicativo estupra estudante nas proximidades de faculdade em Dourados
(Foto: Redes sociais)

A revolta também aparece nos comentários, estudantes lamentam o crime. “Quantos casos precisam acontecer para as autoridades tomarem uma atitude. Desde de quando estudei lá (meados de 2019) já havia vários relatos”. Em resposta ao desabafo, outro jovem afirma que todo ano acontecem abusos na região e que a rua não possui poste de iluminação.

Em grupos de estudantes das universidades, a foto do suposto autor está circulando, alegando que o ele possui passagem pelo mesmo crime. “Desde antes de eu entrar na faculdade eu já sabia da fama perigosa dessa região e até hoje nenhuma [faculdade] conseguiu pressionar o poder público para eles melhorarem a segurança”, informou uma acadêmica que não quis se identificar.

A Polícia Civil deve investigar o crime e procurar o suposto autor, que segue foragido. A redação do Diário Digital entrou em contato com a assessoria de comunicação da entidade, porém, os mesmos afirmaram não é possível repassar informações sobre o andamento da investigação, visto que casos de crimes sexuais correm em sigilo.

Fonte: Diário Digital

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