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MPMS se cala sobre acordo que livra Patrola de ação por danos com rodovia ‘despedaçada’

Acordo com MPMS pode livrar Patrola de ação na Justiça (Arquivo, Jornal Midiamax)

Denunciado por corrupção, Patrola é alvo de vários inquéritos por causar danos ambientais em MS

Denunciado por corrupção e investigado em diversos inquéritos por causar danos ambientais, o empreiteiro e pecuarista André Luiz dos Santos, o Patrola, pode mais uma vez se beneficiar por acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Em março deste ano, o Jornal Midiamax mostrou que Patrola teve R$ 57.341,70 bloqueados de contas bancárias por não cumprir acordo – também proposto pelo próprio MPMS – e sofrer ação de execução por causar danos ambientais na Fazenda Flamboyant, em Campo Grande.

Apesar disso, o MPMS insiste em fazer um TAC com o empreiteiro (e pecuarista como ele se autodenomina). Desta vez para evitar judicializar mais um flagra de dano ambiental em uma – das muitas – propriedade de Patrola.

A reportagem questionou, oficialmente, o MPMS sobre a justificativa para insistir num acordo com Patrola, que já descumpriu outro TAC recentemente, além de ser alvo em outros procedimentos por danos ambientais. O contato foi feito através dos e-mails da assessoria de comunicação, PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), Corregedoria e ouvidoria do órgão. No entanto, não houve resposta até esta publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

O Jornal Midiamax também entrou em contato com o advogado que representa o empreiteiro, Fábio Melo Ferraz, mas não obtivemos resposta.

TAC alivia Patrola por causar R$ 955 mil em danos ambientais

Erosões estão presentes em vários pontos da MS-228, em trechos executados pela empreiteira de Patrola (Reprodução)

No meio do Pantanal, uma rodovia despedaçada, construída sem licença ambiental, que está ‘esfarelando’. Tudo isso consta em inquérito tocado pelo MPMS sobre a MS-228, em Corumbá.

Porém, nem isso bastou para que o MPMS levasse o caso para a Justiça, onde Patrola poderia até mesmo ser condenado à pena de reclusão por crime ambiental.

Em vez disso, o órgão que tem como chefe o PGJ, Romão Júnior, preferiu seguir, mais uma vez, o caminho do acordo – sem ter a certeza de que, dessa vez será cumprido.

Conforme apurado pela reportagem, a ordem no MPMS é evitar ao máximo a judicialização de casos. E, seguindo esse linha, o PGJ instituiu, desde o começo do ano, um novo setor no MPMS: o Compor.

MPMS tem histórico de acordos com Patrola

No início da semana passada, o Jornal Midiamax mostrou que o MPMS livrou Patrola de ação por desmatamento em uma fazenda em Coxim, mediante pagamento de ‘multa’ de R$ 2 mil.

No ano passado, o MPMS já havia livrado o empreiteiro de responder judicialmente pelo desmatamento de 285 hectares de vegetação nativa, daquela vez em outra fazenda, no Pantanal. Inclusive, o Jornal Midiamax já revelou a ‘Rota do Patrola’, uma série de propriedades do empreiteiro na região, às margens de rodovia que ele ganhou licitação para abrir, como a própria MS-228, por exemplo.

Fonte: Midiamax

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