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PP veta Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro e mantém neutralidade

Senaora Treza Cristina (PP), senador Flávio Bolsonaro (PL)

Decisão preserva palanques regionais ligados ao governo Lula; PL corre contra o tempo para fechar chapa até 5 de agosto.

O diretório nacional do Progressistas (PP) vetou formalmente a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vaga de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão barrou os planos do Partido Liberal e manteve a legenda em posição de neutralidade oficial na disputa pelo Palácio do Planalto . A cúpula do PP agiu rapidamente para frear a aliança . O recuo ocorreu minutos após o próprio Flávio declarar publicamente que a ex-ministra da Agricultura já havia aceitado o convite para compor a chapa.

Pesaram contra o arranjo os palanques regionais e o desenho da federação partidária que o PP integra com o União Brasil. Ambas as siglas possuem acordos locais consolidados com o presidente Lula (PT) — especialmente em estados do Nordeste —, e a aliança com o PL implodiria essas coligações. Além disso, a senadora prefere focar na disputa pela presidência do Senado Federal em 2027. O desfecho tira da oposição um tempo valioso de propaganda obrigatória em rádio e televisão, além de recursos extras de fundo partidário .

Diante do cenário, o PL agora corre contra o tempo para fechar sua chapa majoritária até o prazo limite das convenções em 5 de agosto . A campanha avalia o nome da ex-presidente da Caixa Econômica, Daniella Marques, que depende do aval do Republicanos. Caso as negociações com partidos do Centrão naufraguem totalmente, o partido será obrigado a adotar uma solução de chapa pura, escolhendo um vice filiado à própria legenda . Flávio Bolsonaro tentou minimizar o impacto e afirmou que respeita a decisão, mas garantiu que o setor do agronegócio e lideranças do PP o apoiarão de forma independente nas ruas.

Por: Paola Rossato.

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