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Reestruturação com nova Deam trouxe melhorias para atendimentos de vítimas de violência doméstica

Promotores do MPMS. (Foto: Mariana Pesqueiro/Jornal Midiamax)

Apesar do alto número de feminicídios no Estado, com a nova Deam, o atendimento às vítimas foi ampliado

Apesar dos altos números de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul, a nova Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) do Centro de Campo Grande deve aprimorar os atendimentos prestados às mulheres.

De acordo com o promotor Romão Avila Milhan Junior, os avanços que vêm sendo obtidos são fruto direto da cooperação entre os órgãos envolvidos. O magistrado explica que os resultados refletem a importância da continuidade das ações conjuntas.

“Nós identificamos inúmeras falhas. Foi feita uma força-tarefa, uma reestruturação mesmo. Eram mais de cinco mil ocorrências paralisadas. Nós conseguimos evoluir. É aumento de agentes, mecanismos digitais e várias outras melhorias. Em cada ponto, fizemos exigências, e a segunda Deam tem uma estrutura digna para receber essas vítimas e com cinco delegados a mais trabalhando. Apesar do número alarmante de feminicídio em Mato Grosso do Sul, a rede de proteção está melhorando”, disse o promotor.

O prédio que sedia a “Deam 2″ está localizado na Rua Abrão Júlio Rahe, no Centro de Campo Grande. O local pretende ajudar a ampliar a capacidade de investigações dos crimes cometidos contra as mulheres.

Mudanças após o feminicídio de Vanessa Ricarte

O caso de feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, em fevereiro deste ano, revisitou vários questionamentos sobre o atendimento e acolhimento prestados pelas autoridades para as vítimas de violência doméstica, em Campo Grande. Isso porque, dias após a sua morte, áudios gravados por Vanessa e enviados a uma amiga apontaram falhas no atendimento recebido por ela na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

A repercussão do caso foi amplificada após áudios gravados pela jornalista, antes de morrer, apontarem falhas no atendimento que ela teria recebido quando procurou ajuda na Casa da Mulher Brasileira. Isso escancarou fragilidades no atendimento prestado pela instituição em Campo Grande e levaria, em algumas semanas, ao início de uma reestruturação interna, especialmente na Deam.

A partir daí, e pela primeira vez em Mato Grosso do Sul, o debate sobre a violência de gênero teve dimensão ampliada, alcançando os serviços de amparo e acolhimento às vítimas de violência doméstica e provocando a revisão de protocolos dispensados às mulheres.

A procuradora Ana Lara Camargo de Castro pesquisa violência contra a mulher há mais de 20 anos e explica que o feminicídio da Vanessa foi um aprendizado, ainda mais porque ela era servidora.

“O Gaeco faz alguns apoios; diante da dificuldade de algumas tecnologias, eles pedem apoio. Investir em uma estrutura melhor é muito importante”, disse.

Fonte: Midiamax

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