Ação realizada nesta quinta-feira faz parte da segunda fase da ‘Operação S.O.S Caixa Preta’
Policiais do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), afastou servidores por pelo menos 90 dias por suspeita de fraudar prontuários de um Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de Campo Grande. A ação, realizada nesta quinta-feira (17), faz parte da segunda fase da ‘Operação S.O.S Caixa Preta’.
O afastamento seria para os servidores não atrapalharem as investigações policiais que seguem em andamento. Nesta quinta-feira, foram cumpridas medidas cautelares que incluíram mandados de busca e apreensão.
A apuração teve início em outubro de 2024, após representação da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, que noticiou a destruição ilegal e irregular de prontuários físicos de pacientes, documentos que devem ser preservados por, no mínimo, 20 anos, conforme legislação vigente.
A investigação contou com o apoio técnico do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), que incluiu o referido CAPS em seu cronograma prioritário de auditorias. O órgão federal, da mesma forma, recebeu a denúncia em outubro de 2024.
Durante a operação policial, foram apreendidos materiais eletrônicos e documentos. As ações tiveram como objetivo localizar documentos físicos, registros digitais e outros elementos de prova que confirmem a destruição de documentos médicos, eventual quebra de sigilo profissional e manipulação de sistemas informatizados.
Entre os crimes investigados estão destruição de documento público ou particular e quebra de sigilo funcional. O nome da operação, “S.O.S Caixa Preta”, simboliza o caráter emergencial da situação e a importância dos prontuários médicos como registros sigilosos e essenciais à verdade dos fatos e à continuidade do tratamento clínico, documentos esses que teriam sido, conforme os indícios, destruídos ou ocultados.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul adianta que o inquérito segue com novas diligências. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a prefeitura de Campo Grande, mas até o fechamento desta reportagem não obteve respostas. O canal segue aberto para qualquer manifestação.
Fonte: Midiamax





























