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Suspeita de Irregularidade: Advogados Questionam Venda de Praça por Adriane Lopes

Adriane Lopes — Foto: Karine Matos/Prefeitura de Campo Grande

Pedido de Anulação Revela Possíveis Fraudes em Negócio Público

Em um caso que tem agitado a opinião pública de Campo Grande, advogados ligados a movimentos civis e associações de moradores apresentaram na última semana uma ação judicial contra a prefeita Adriane Lopes (PP), acusando-a de irregularidades na suposta “venda” de uma praça municipal no bairro central da capital sul-mato-gense. A denúncia alega que o espaço público, avaliado em cerca de R$ 2 milhões, teria sido transferido de forma irregular para interesses privados por meio de um contrato de concessão disfarçado, beneficiando aliados políticos da gestora. Os advogados sustentam que o negócio viola normas de patrimônio público e pode configurar crime de improbidade administrativa, com base em documentos que apontam para subfaturamento e ausência de licitação transparente. A ação, protocolada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, busca a imediata suspensão do contrato e a restituição da área à prefeitura, sob pena de multas diárias.

A defesa de Adriane Lopes nega veementemente as acusações, afirmando que se trata de uma concessão legal para revitalização da praça, com investimentos privados que beneficiariam a comunidade. No entanto, peritos independentes citados na petição inicial revelam indícios de superfaturamento em obras prometidas e ligações suspeitas com empresas fantasmas, ecoando escândalos recentes de corrupção envolvendo a administração municipal. O Ministério Público Estadual já se manifestou favorável à produção de provas, incluindo quebra de sigilo bancário, e a OAB local anunciou uma investigação ética contra os advogados supostamente envolvidos na articulação do negócio. Caso confirmadas as suspeitas, a anulação poderia abrir precedentes para auditorias em outros contratos da gestão, reforçando o clamor por transparência em bens públicos. A audiência de instrução está marcada para novembro, e a sociedade civil promete mobilizações nas ruas em defesa do patrimônio coletivo.

Por: Paola Rossato

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