Mais de 40 pessoas ouvidas entre o plenário da Câmara e a Praça Ary Coelho, a audiência pública da comissão
Com mais de 40 pessoas ouvidas entre o plenário da Câmara e a Praça Ary Coelho, a audiência pública da CPI do Transporte Coletivo realizada nesta quarta-feira (25), em Campo Grande, escancarou a realidade enfrentada por quem depende dos ônibus na cidade.
Superlotação, atrasos, linhas desativadas, elevadores quebrados, terminais sujos, insegurança e veículos sucateados foram apenas alguns dos inúmeros problemas relatados por usuários durante a oitiva.
Além das denúncias, diversos requerimentos foram apresentados para cobrar melhorias urgentes. Entre eles, a instalação de rampas para cadeirantes nos pontos de ônibus, reforço de veículos nos horários de pico, renovação da frota, especialmente os articulados que estão parados, além da exigência de qualificação para os profissionais do sistema, com destaque à inclusão e capacitação de pessoas com deficiência.
Usuários também denunciaram a ineficiência do aplicativo do Consórcio Guaicurus, a circulação de “ônibus fantasmas” e a falta de seguro civil para passageiros.
O vereador Ademar Júnior, o Coringa (MDB), apresentou três requerimentos aprovados pela comissão: convocação de secretários para discutir a paralisação das obras do PAC Mobilidade e os corredores de ônibus, esclarecimentos sobre o funcionamento do aplicativo do consórcio e a obrigatoriedade de divulgação da Ouvidoria em todos os veículos.
“Hoje foi um dia histórico. Nunca tivemos a oportunidade de ouvir o usuário. Ficou claro que há responsabilidade tanto do poder público quanto do Consórcio Guaicurus. Cabe a esta CPI apontar e à Prefeitura executar as mudanças necessárias”, declarou o parlamentar.
A audiência também discutiu propostas estruturais, como um projeto de lei que prevê maior independência para a Agência Municipal de Regulação, replicando o modelo da Agems estadual, com mandato para diretores, sabatina, quarentena para ex-servidores e concurso público para fiscais. Parlamentares também se comprometeram a buscar, recursos para a aquisição de nova frota com ar-condicionado.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) classificou a audiência como a mais importante da CPI. “Foi um sucesso. A metodologia permitiu uma escuta diversa, com relatos reais. Falamos com a cidade sobre seus problemas”, afirmou.
Para o presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), a audiência confirmou o compromisso da Câmara com a população. “Vamos cobrar a compra de novos ônibus, um plano de mobilidade e medidas concretas. A CPI não é só para ouvir, é para agir.”
O relatório final da CPI será elaborado com base nos testemunhos colhidos e deve apontar responsabilidades desde o início do contrato do transporte coletivo em 2012. A promessa dos parlamentares é clara: haverá responsabilizações e pressão por mudanças reais no serviço.
Fonte: Campo Grande News





























