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Preso por tentar vaga para facção CV no Congresso é do MDB de Alagoas

Influenciador Patrick Almeida, o "PTK" (MDB), é acusado de tentar ser braço político do CV no Congresso Nacional. (Foto: Redes Sociais)

Há cerca de duas semanas, o influenciador conhecido como “PTK” foi listado entre pré-candidatos a deputado federal pelo MDB

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Morro do Alemão, que prendeu nove acusados de integrar a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Entre os presos, está o influenciador digital Patrick Almeida, conhecido como “PTK”, acusado de integrar a estratégia da facção de ocupar espaços de poder em Brasília, como pré-candidato a uma das vagas de deputado federal de Alagoas, pelo MDB.

“PTK teria sido escalado pelo líder do CV em Alagoas, Nem Catenga, para ser candidato a vereador em 2024 e ser o representante da facção na Câmara de Vereadores de Maceió. Atualmente, o influenciador também se intitula pré-candidato a deputado federal em suas redes sociais”, relatou a SSP-AL, comandada pelo governador Paulo Dantas, que é filiado ao mesmo MDB de PTK, que é presidido em Alagoas pelo senador Renan Calheiros, pré-candidato à reeleição.

Nas redes sociais, o governador ressaltou não haver blindagem para ninguém, independente de partido, e disse não temer as facções Comando Vermelho e PCC. E deu um tom eleitoral ao caso, direcionou ao seu rival político o elo partidário recente de PTK com o MDB, ao sugerir que teria sido o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o “JHC” (PSDB), que em 2024 teria recebido o influenciador em seu grupo político. Veja o vídeo no fim da matéria.

JHC comentou a prisão do emedebista acusado de ser faccionado ao CV: “Tá explicado porque Paulo Dantas diz que não tem medo das facções. Elas estão com ele, dentro do mesmo partido. Um dos pré-candidatos do MDB foi preso, acusado de integrar o Comando Vermelho. Esse é o estágio a que chegou o crime em Alagoas depois de 12 anos desse grupo no poder. Alagoas quer mudança!”, rebateu.

Diário do Poder apurou que, em 2024, PTK foi impedido de disputar uma vaga de vereador pelo Solidariedade, ao ser barrado pela unanimidade dos demais líderes da sigla, em convenção partidária, já sob a suspeita de ser um faccionado.

Porém, no dia 14 do mês passado, o influenciador chegou a ser incluído na lista de pré-candidatos do MDB de Alagoas para a Câmara dos Deputados, na chapa que tem Renan ao Senado e o senador Renan Filho para governador, contra JHC.

SSP já sabia

Em entrevista à TV Asa Branca, filiada à TV Globo, o secretário-executivo da SSP de Alagoas, coronel Patrick Madeiro, afirmou que PTK seria faccionado há anos. E relatou que a prisão de hoje impediu uma segunda tentativa do CV de ter um braço político no Legislativo, apadrinhado pelo líder da facção, Nem Catenga, que está foragido com oito mandados de prisão por assassinato, tortura e tráfico de drogas.

“Esse elemento é ligado à facção Comando Vermelho, há anos. Ele já se lançou pré-candidato a vereador do municípios de Maceió. Desde então, a atividade de inteligência da Polícia Civil e da SSP vem acompanhando todos os integrantes dessa organização criminosa. Mais uma vez, ele foi ao Rio de Janeiro onde se encontrou com o o líder da facção Nem Catenga e alinharam que ele seria o braço político dessa facção criminosa aqui no Estado. Mas não ocorreu isso, porque a SSP atua de forma independente e tirou de circulação esse elemento, antes que isso acontecesse”, disse o coronel.

O nome de PTK estava na lista da chapa de deputado federal divulgada no dia 14 de maio para as eleições de 2026. A perspectiva do partido era eleger dois deputados federais, mais uma terceira vaga que dependeria dos pré-candidatos comumente classificados como “escada”.

Diário do Poder enviou pedidos por posicionamentos sobre a prisão de PTK às assessorias do MDB de Alagoas e do presidente estadual da sigla, Renan Calheiros. E também tentou contato com a assessoria jurídica do influenciador em Maceió.

A Operação Morro do Alemão contra a expansão territorial do CV em Alagoas buscou cumprir 51 mandados de prisão e busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. E prendeu efetivamente nove, em Maceió, Marechal Deodoro (AL) e no Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Diário do Poder

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