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Alvo da PF, Daniel Vorcaro Citou Encontros com Alexandre de Moraes em Mensagens

Daniel Vorcaro está preso na Polícia Federal | Crédito: Banco Master/Divulgação

Interceptações revelam diálogos sobre supostas reuniões em residências e menções ao ministro no dia da prisão do banqueiro

Investigações recentes da Polícia Federal (PF), baseadas na quebra de sigilo do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelaram diálogos em que o empresário relata encontros e proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em mensagens trocadas com sua então noiva em abril de 2025, Vorcaro afirmou estar saindo para encontrar o magistrado “perto de casa” e, dez dias depois, após uma chamada de vídeo, identificou Moraes como a pessoa que o acompanhava em sua residência. O material analisado pela PF também aponta referências a reuniões que envolveriam outras figuras políticas, como o senador Ciro Nogueira e o deputado Hugo Motta, aumentando a pressão sobre a relação entre o Judiciário e o setor financeiro.

A controvérsia ganhou novos contornos com a divulgação de mensagens enviadas por Vorcaro diretamente ao ministro no dia 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi preso pela primeira vez. Segundo relatórios da PF, Vorcaro teria perguntado a Moraes se havia “alguma novidade” ou se ele havia conseguido “bloquear” ações que o afetavam, em uma tentativa de evitar a operação policial. Além dos diálogos, a investigação destaca um contrato milionário de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, o que, para investigadores, levanta suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse e favorecimentos institucionais.

Em resposta às revelações, o ministro Alexandre de Moraes negou veementemente ter recebido as mensagens ou participado dos encontros citados, classificando as informações como “ilações mentirosas” destinadas a atacar a credibilidade do STF. A defesa de Daniel Vorcaro, por sua vez, solicitou que o Supremo investigue o vazamento das mensagens, alegando que os diálogos foram tirados de contexto e que o empresário agiu em tom de desabafo privado. O caso agora está sob os holofotes da Procuradoria-Geral da República (PGR), que enfrenta cobranças para abrir uma investigação formal sobre a conduta do magistrado diante das evidências encontradas no celular do banqueiro.

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