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Flávio encurrala Messias sobre penas do 8 de janeiro e gatunagem no INSS

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Lula Marques / Agência Brasil.

Senador levanta atuação de entidade ligada a Frei Chico, irmão do presidente Lula, e cobra explicações sobre bloqueios

Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o pré-candidato à Presidência da República e sandor Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dirigiu questionamentos ao advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar abordou dois temas centrais: as penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) em casos de fraudes envolvendo no INSS.

Ao tratar do 8 de janeiro, Flávio questionou a proporcionalidade das condenações e indagou se os envolvidos representam ameaça à democracia.

“Quanto mais passa o tempo, mais se percebe a farsa do julgamento do 8 de janeiro. O senhor acha que essas pessoas são uma ameaça à democracia?”, indagou.

O senador também levantou suspeitas sobre a condução de investigações relacionadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários, mencionando possíveis omissões na solicitação de bloqueio de contas de entidades envolvidas.

Entre os pontos citados, o parlamentar mencionou o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), cujo o dirigente é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT).

O senhor, enquanto AGU, pediu o bloqueio de recursos de vários sindicatos e associações para ressarcir os aposentados que foram roubados. Mas o senhor deixou de fora alguma associações e sindicatos. Por que o senhor não quis bloquear as contas dessas entidades também? Se era porque entre elas tinha um irmão do presidente Lula na diretoria”, questionou

Em resposta, Messias afirmou que a atuação da AGU ocorreu de forma “técnica e republicana”, destacando que todas as entidades envolvidas foram processadas. Segundo ele, foram ajuizadas ações em diferentes etapas, abrangendo todos os investigados no esquema de fraudes.

O advogado-geral também declarou que houve, sim, pedido de bloqueio de bens do Sindnapi e de seus dirigentes.

De acordo com Messias, mais de R$ 2 bilhões já foram bloqueados e valores foram devolvidos a cerca de 5,4 milhões de pensionistas afetados por descontos indevidos.

Ainda segundo o chefe da AGU, a atuação do órgão ocorreu em “articulação com instituições como o STF e a Defensoria Pública da União (DPU), com foco na reparação dos prejuízos causados aos beneficiários do INSS”.

Fonte: Diário do Poder

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