Estado fortalece protagonismo na transição energética com nova planta que promete reduzir emissões e substituir diesel
Mato Grosso do Sul dá mais um passo rumo à liderança nacional em energia sustentável com a implantação da primeira planta de biometano da Atvos no Estado. Localizado em Nova Alvorada do Sul, o projeto representa um investimento superior a R$ 350 milhões e reforça a estratégia de diversificação da matriz energética sul-mato-grossense.
Com capacidade estimada de produção de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, a unidade utilizará subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro, seguindo o conceito de economia circular. A iniciativa deve substituir cerca de 25 milhões de litros de diesel por ano, reduzindo significativamente as emissões de carbono.
Mato Grosso do Sul avança na energia limpa com investimento milionário em biometano
Durante visita à planta, o governador Eduardo Riedel destacou o papel estratégico do projeto. “Esse projeto reforça o papel do Mato Grosso do Sul como protagonista na transição energética no Brasil. Estamos avançando na geração de energia limpa com base em soluções que agregam valor à nossa produção e impulsionam o desenvolvimento regional”, afirmou.
O secretário Jaime Verruck também ressaltou a importância da iniciativa dentro da política estadual de bioenergia. “O biometano surge como uma solução estratégica, que amplia a competitividade do setor sucroenergético, reduz emissões e fortalece a agenda de carbono neutro do Estado”, pontuou.
Além dos benefícios ambientais, o projeto traz ganhos logísticos, já que o biometano será utilizado principalmente para abastecer a frota da própria empresa. A meta é substituir ao menos 50% do consumo de diesel nas unidades da companhia.
A iniciativa integra um movimento mais amplo de inovação no setor, com testes de caminhões movidos a biogás e parcerias para renovação da frota pesada. A expectativa é reduzir entre 40 e 50 mil toneladas de CO₂ por ano.
Com potencial de expansão para outras unidades no país, o projeto também pode contribuir diretamente para a meta de Mato Grosso do Sul de atingir a neutralidade de carbono até 2030, consolidando o Estado como referência em bioenergia e desenvolvimento sustentável.
Fonte: Capital News





























