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Moradores pagam diesel de escavadeira para empresário tapar buracos pela 5ª vez

Maquina escavadeira utilizada para tapar os buracos na rua Conde de São Joaquim (Foto: Direto das Ruas

Sem asfalto, a rua esburacada dificultava o trânsito de veículos e o acesso dos moradores às casa

Cansados da falta de manutenção, moradores do Jardim Itatiaia, em Campo Grande, se uniram para custear o diesel de uma escavadeira e realizar, mais uma vez, um reparo paliativo na Rua Conde de São Joaquim.

A ação foi conduzida pelo empresário do ramo de prestação de serviços para construção civil, Jaci Lopes Júnior, de 36 anos, que usou equipamento próprio para amenizar os problemas da via, fazendo uma intervenção que já acontece pela quinta vez

Sem asfalto e tomada por buracos, a situação da rua, segundo relato do morador, dificultava o trânsito de veículos e até o acesso de moradores às próprias casas.

Na manhã desta segunda-feira (20), Jaci trabalhou por cerca de três horas e meia no local, utilizando apenas o material já existente na via para nivelar o terreno.

“Sou morador aqui do bairro há 9 anos, e com a ajuda do grupo dos vizinhos, eu propus para eles fazer um paliativo na rua. Não é uma solução definitiva, mas as pessoas não conseguiam mais entrar nas casas. Pedi ajuda só para custear o diesel, porque o custo é alto, e fiz o que pude para tampar os buracos”, relatou.

Segundo ele, a iniciativa conta com a ajuda de grupo de moradores que já havia feito diversas solicitações à prefeitura, sem retorno. “O pessoal já tinha feito várias solicitações para a prefeitura, inclusive com vereadores, mas nunca tivemos resposta. A gente não fez por querer intervir, é necessidade vital mesmo, por segurança. Outro dia um caminhão quase tombou nessa rua”, afirmou.

A situação precária da via ganhou ainda mais atenção na última sexta-feira (17), conforme informou reportagem do Campo Grande News. Um caminhão-betoneira ficou atolado após cair em uma cratera. Para retirar o veículo, a empresa acionou outro caminhão, usando cabo e transferindo parte da carga para reduzir o peso.

O motorista Elias Batista, de 56 anos, afirmou à reportagem que nunca havia passado por situação semelhante e destacou que a via já apresentava muitos buracos antes mesmo das chuvas.

Para viabilizar o reparo mais recente, os moradores arrecadaram cerca de R$ 700. “A gente juntou esse valor para o diesel. Trabalhei com a máquina cortando e arrumando, mas sem mexer na estrutura da rua. Foi um concertinho básico, só para garantir o acesso das pessoas às casas. Foi um trabalho solidário, ninguém fez visando lucro”, explicou Jaci.

Ele destaca que a ação não resolve o problema definitivamente, mas ameniza os transtornos imediatos. “Se tivéssemos condição de trazer cascalho, ficaria melhor, mas todo mundo está em situação difícil. A gente espera o asfalto há muito tempo. Sentimos que o bairro está abandonado, então acabamos fazendo pelas próprias mãos”, concluiu.

Fonte: Campo Grande News

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