A Prefeitura de Campo Grande torra fortunas em marketing enquanto retira o pão e o aprendizado da nossa juventude
O que se testemunha em Campo Grande em 2026 é um escárnio com o suor do contribuinte: a prefeitura transformou a máquina pública em uma gigantesca agência de publicidade para sustentar uma realidade paralela. Enquanto os cofres municipais vertem milhões de reais em campanhas de marketing e propagandas de “cidade modelo”, o Instituto Mirim — que sempre foi o bastião da ordem e do primeiro emprego para o jovem sul-mato-grossense — agoniza com cortes brutais. O contraste é criminoso: para cada real investido na formação de um jovem cidadão, a gestão atual gasta quase dez vezes mais para tentar convencer a população, via redes sociais e outdoors, de que tudo vai bem. É a política do “pão e circo”, onde o circo é caríssimo e o pão do futuro está sendo roubado das mãos dos nossos adolescentes.
Este sucateamento planejado do Instituto Mirim não é apenas má gestão; é o “Mecanismo” agindo para destruir a cultura da meritocracia. Ao reduzir o orçamento da instituição em favor de contratos vultosos com empresas de comunicação, a prefeitura sinaliza que prefere uma juventude dependente de auxílios estatais do que jovens treinados na disciplina e na independência financeira. O abandono das sedes e a redução drástica de vagas são o resultado direto de uma prioridade invertida: o brilho das luzes da propaganda vale mais do que o brilho nos olhos de um mirim que conquista sua primeira oportunidade. Trata-se de um ataque frontal à família trabalhadora, que vê a única escada de ascensão social de seus filhos ser serrada por burocratas que só pensam na próxima eleição.
| Destino do Recurso (Estimativa 2026) | Situação Atual | Impacto na Sociedade |
| Publicidade Institucional | Expansão recorde | Doutrinação e maquiagem de dados |
| Instituto Mirim | Cortes de 40% | Jovens entregues à ociosidade e às ruas |
A resistência contra esse descaso é um dever moral de todo cidadão de bem. Campo Grande não pode permitir que a “nomenclatura” municipal continue tratando o dinheiro público como um caixa privado para autopromoção, enquanto instituições históricas são deixadas às traças. O sucateamento do Instituto Mirim é o símbolo máximo da decadência de um sistema que odeia o trabalho e ama a imagem. Se não houver uma reação implacável contra esse desvio de prioridades, a próxima geração será herdeira de uma cidade que é linda nas telas da TV, mas vazia de valores, de ordem e de oportunidades reais para quem realmente quer crescer pelo próprio esforço.
Por: Paola Rossato





























