Autoridades de saúde reforçam prevenção contra infecções, intoxicações e acidentes durante os dias de folia
O CIEVS-CG (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Campo Grande) emitiu o Alerta Epidemiológico nº 02/2026, voltado aos riscos à saúde durante o período do Carnaval. A medida foi elaborada em conjunto com o Serviço de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis e tem como objetivo orientar a população e os serviços de saúde diante do aumento da circulação de pessoas, típico dos eventos de massa.
De acordo com o CIEVS, o Carnaval se enquadra na definição de evento de massa, caracterizado pela grande concentração de pessoas em um mesmo espaço, o que eleva o risco de transmissão de doenças infecciosas, surtos e outros agravos à saúde pública. Em Campo Grande, a festa é marcada por blocos de rua, escolas de samba, grupos de cultura afro, bandinhas, fanfarras e shows de artistas locais e nacionais, o que amplia ainda mais o fluxo de foliões.
Nesse ambiente, fatores como o calor intenso, a aglomeração, a pouca atenção à higiene e o consumo de álcool e outras drogas acabam reduzindo a adoção de medidas preventivas, criando um cenário favorável à disseminação de vírus, bactérias e outros agentes infecciosos.
Embora não exista uma doença específica do Carnaval, algumas enfermidades tendem a se tornar mais frequentes nesse período. Entre elas estão a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”, além do herpes labial, da candidíase oral, das doenças respiratórias como a Covid-19 e a influenza, e das ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), que incluem HIV/Aids, sífilis e hepatites virais.
O alerta também destaca a preocupação com a mpox, que pode se espalhar com maior facilidade em contextos de contato físico intenso e grande circulação de turistas, comuns durante o Carnaval. Os principais sinais da doença são lesões na pele, ínguas e febre.
Além das doenças transmissíveis, os participantes da folia estão mais expostos a outros problemas, como infecções alimentares, intoxicação por bebidas adulteradas, acidentes de trânsito, violência urbana, desidratação, insolação, exaustão térmica, ferimentos e até eventos cardiovasculares. Um dos pontos de maior preocupação é a possível intoxicação por metanol, substância tóxica que pode estar presente em bebidas alcoólicas adulteradas e causar desde sintomas gástricos e alterações visuais até convulsões, coma e cegueira.
Diante desse cenário, o CIEVS orienta que a população redobre os cuidados durante os dias de folia. Entre as recomendações estão o uso frequente de álcool em gel, a higiene das mãos, a hidratação adequada, o consumo apenas de alimentos e bebidas de procedência segura e a manutenção da vacinação em dia, especialmente contra Covid-19 e hepatites A e B.
A prevenção das ISTs também é tratada como prioridade. As autoridades reforçam a importância do uso de preservativos em todas as relações sexuais, da não partilha de objetos pessoais ou perfurocortantes e da busca por atendimento de saúde ao menor sinal de sintomas como febre, feridas, manchas na pele, corrimentos ou dor ao urinar.
O alerta recomenda ainda que pessoas com sintomas gripais usem máscara, que se evitem brigas e situações de risco em aglomerações e que vítimas de agressões ou acidentes procurem imediatamente os serviços de saúde e segurança. E, como regra básica, quem consumir bebida alcoólica não deve dirigir.
Fonte: Midiamax





























