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Empresa investigada com Fiems alega problema com CNPJ registrado como Matriz

Empresa Multifer (Leonardo de França, Jornal Midiamax)

MPMS abriu investigação para averiguar contratos entre a Fiems e duas empresas

A empresa Multifer, que assinou contratos de R$ 1.097.943,00 com a Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) e é investigada pelo MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), alegou problemas com o CNPJ (CNPJ 07.918.676/0002-99) registrado como sede, um imóvel na Vila Planalto, em Campo Grande.

Entretanto, os empresários Diogo de Souza Alves e Evanildo Albuquerque da Rosa afirmam ao Jornal Midiamax que toda a vida útil da Multifer está na filial, localizada na Vila Glória. “Na verdade, só precisa transferir o CNPJ. É que não pode ter dois CNPJ num lugar só, por causa da inscrição municipal”, explica Diogo.

Ele diz que o escritório funcionou na residência, mas hoje tudo funciona no endereço registrado na filial. O sócio ainda ressalta que atualmente todos os contratos são feitos neste CNPJ e, por isso, há um imbróglio.

“A gente não consegue cancelar aquele CNPJ, por ser uma matriz. Pra gente inativar, tem que inativar o CNPJ da filial. Aí a gente tem os contratos que estão ativos, existe histórico de fornecedor de indústria que a gente compra e tem prazo. Agora, se a gente fizer isso aí… É uma empresa nova. Imagina o cenário”, afirma Evanildo.

Por isso, segundo eles, o local onde está o endereço da sede não tem caracterização ou identificação alguma como empresa e há mais de 12 anos o número fiscal não é movimentado.

Contratos com a Fiems

Conforme informações oficiais da transparência do sistema Fiems, a entidade dos industriários firmou três contratos entre julho de 2022 e outubro de 2023 com duas empresas de Campo Grande: a Multifer e a Inovaseg (CNPJ 37.207.553/0001-20).

As duas empresas são anexas e, conforme os empresários, a Inovaseg é usada apenas para participação em licitações, enquanto a Multifer também trabalha com vendas no varejo de artigos de escritório.

Segundo Evanildo, atualmente apenas a Inovaseg mantém contrato ativo com a Fiems. Ele explica que as empresas há anos participam de certames com a federação, além de outros entes públicos, como o próprio MPMS.

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Prédio da Fiems, em Campo Grande (Divulgação)

Contratos somam R$ 1 milhão

Detentora de dois contratos, a Souza Alves & Cia Ltda — com nome comercial de Multifer — firmou o primeiro contrato em julho de 2022, no valor de R$ 641.978,17, para fornecer materiais elétricos. O valor final já considera um aditivo de R$ 127.178,17 autorizado pela Fiems durante a vigência do contrato.

Em dezembro do mesmo ano, a empresa com capital social de R$ 300 mil conquistou novo contrato, dessa vez no valor de R$ 455.965,90, para fornecer EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

Menos de um ano depois, em outubro de 2023, a Inovaseg Comercial de Equipamentos e Serviços Ltda. (CNPJ 37.207.553/0001-20) firmou contrato de R$ 405 mil para fornecer mais materiais elétricos para o Senai — serviço de aprendizagem que pertence à Fiems.

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Empresas ficam lado a lado (Leonardo de França, Jornal Midiamax)

Participação em licitações

Nesse tipo de certame, segundo explicam os empresários, a empresa recebe o pagamento conforme a entrega de produtos sob demanda da contratante. As duas empresas possuem o mesmo quadro societário (Diogo e Evanildo).

Sobre ambas as empresas com o mesmo fim participarem de licitações, eles ressaltam que, antes de entrar em um certame, avaliam as condições financeiras para promover um “equilíbrio financeiro”.

A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), capitaneada pelo empresário Sérgio Longen, é alvo de inquérito civil do Ministério Público por supostas irregularidades em contratos. Por fim, os empresários dizem que não foram notificados sobre a investigação do MPMS, que está em sigilo.

Fonte: Midiamax

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