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Sob questionamentos, Câmara rejeita projeto de terceirização da saúde em Campo Grande

Placar eletrônico marca 17 contra e 11 a favor da matéria. (Foto: Anna Gomes, Jornal Midiamax)

Votação teve plenário lotado de manifestantes contrários ao projeto de lei

A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou na sessão desta terça-feira (5) um projeto de lei que poderia terceirizar serviços da saúde pública. A matéria foi bastante criticada por categorias da área e por entidades como o Conselho Municipal de Saúde.

Foram 17 votos contrários e 11 favoráveis. Veja como foi distribuído o placar:

Contra a terceirização da saúde:

  • André Salineiro (PL)
  • Ana Portela (PL)
  • Delei Pinheiro (PP)
  • Dr. Jamal (MDB)
  • Dr. Lívio (União)
  • Dr. Victor Rocha (PSDB)
  • Fábio Rocha (União)
  • Flávio Cabo Almi (PSDB)
  • Jean Ferreira (PT)
  • Landmark (PT)
  • Luiza Ribeiro (PT)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • Marquinhos Trad (PV)
  • Neto Santos (Republicanos)
  • Otávio Trad (PSD)
  • Ronilço Guerreiro (Podemos)
  • Silvio Pitu (PSDB)
  • Veterinário Francisco (União)

A favor da terceirização:

  • Beto Avelar (PP)
  • Carlão (PSB)
  • Clodoilson Pires (Podemos)
  • Herculano Borges (Republicanos)
  • Junior Coringa (MDB)
  • Leinha (Avante)
  • Professor Juari (PSDB)
  • Professor Riverton (PP)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Wilson Lands (Avante)

O presidente Papy (PSDB) não participa das votações, a menos que seja para desempatar.

Durante a discussão, parlamentares avaliaram ver dificuldades desse modelo de gestão dar certo. “Precisa ser discutido e precisa ouvir a população. Eu dei o meu voto de compromisso com os servidores”, disse Silvio Pitu.

“O que está acontecendo vai voltar para a história. É um projeto que a população já disse não”, avaliou Jean Ferreira.

“Estão esperando virar outro escândalo nacional. Não fiscalizam transporte coletivo e nem banheiro”, criticou Maicon Nogueira.

O Plenário Oliva Enciso voltou a lotar com manifestantes contrários ao projeto Para o presidente do Sinte/PMCG (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem de Campo Grande), Ângelo Macedo, a rejeição evita um desastre no setor.

“Graças a Deus, conseguimos evitar o que pra nós, sem dúvida alguma, seria um desastre para o sistema, para o usuário, para a nossa Campo Grande. Então, com o apoio dos vereadores, conseguimos uma vitória marcante. É um exemplo dessa vitória aí pra defesa do SUS a nível de Brasil. Estamos muito felizes com esse resultado”, disse.

O público presente ainda fez uma última manifestação aos vereadores favoráveis, virando as costas para eles. 

“Eu acho que essas emendas [ao projeto] vêm dar uma segurança jurídica  para o município, uma segurança de que esse serviço se ele não for bem prestado tem a possibilidade de rescindir esse contrato”, afirmou Beto Avelar sobre as modificações feitas antes da votação.

Fonte: Midiamax

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