Publicidade

O “Mecanismo” de Campo Grande Alimenta seus Protegidos

Reprodução

Enquanto o povo paga a conta, empresas sob o manto da suspeita abocanham milhões em contratos de recapeamento

Em um novo capítulo da vergonhosa promiscuidade entre o poder público e o empresariado “amigo do rei”, a prefeitura de Campo Grande decide premiar, com o suor do contribuinte, figuras que personificam o que há de mais pútrido na velha política. A inclusão de empresas ligadas a André Patrola no bilionário plano de recapeamento da capital é um tapa na face do cidadão de bem, que acorda cedo e produz enquanto vê o dinheiro dos seus impostos ser drenado por um sistema que ignora a moralidade administrativa. Não se trata apenas de asfalto; trata-se da manutenção de um ecossistema de compadrio onde os mesmos nomes, sempre envolvidos em névoas de investigação, continuam a sugar as tetas do Estado sob o olhar complacente de uma gestão municipal que parece ter perdido a bússola da ética.

A Operação Cascalhos de Areia já escancarou as entranhas de como o dinheiro público é frequentemente desviado através de contratos de fachada e serviços nebulosos, mas o “Mecanismo” sul-mato-grossense parece imune ao clamor por justiça. Ver o nome de Patrola entre os escolhidos para o recapeamento é a prova definitiva de que as licitações em Campo Grande tornaram-se, muitas vezes, um jogo de cartas marcadas, onde o mérito é substituído pelo apadrinhamento e a eficiência pela lealdade aos esquemas de bastidores. É o capitalismo de compadrio agindo em sua forma mais vil, sabotando a livre iniciativa e impedindo que empresas honestas e competentes possam servir à cidade sem precisar dobrar os joelhos perante os donos do poder que sequestraram as nossas instituições.

Campo Grande não pode aceitar passivamente que sua infraestrutura seja tratada como moeda de troca para alimentar a ganância de quem enxerga a prefeitura como um balcão de negócios privados. A pavimentação das nossas ruas, paga com uma carga tributária asfixiante, deveria ser sinônimo de desenvolvimento e ordem, e não um monumento à impunidade que escandaliza as famílias trabalhadoras. Exigimos que as luzes da transparência e o rigor da lei esmaguem essa ciranda de contratos suspeitos, devolvendo ao povo o que lhe pertence e banindo definitivamente esses mercadores da coisa pública da vida administrativa da nossa Capital. A resistência contra esse assalto institucional é o único caminho para resgatar a dignidade e a soberania do povo sul-mato-grossense.

Milhões em Jogo

Embora os editais de recapeamento em 2026 sejam fragmentados para dificultar o rastreio, as projeções baseadas nos Diários Oficiais apontam para um cenário alarmante. As empresas do consórcio que orbitam a figura de André Patrola e outros investigados na Operação Cascalhos de Areia estão abocanhando fatias que somam cifras astronômicas:

Lote de Obras (Regiões Urbanas)Estimativa de Contrato (2026)Status da Empresa
Anhanduizinho e BandeiraR$ 45.000.000,00Investigada em esquemas de cascalhamento
Imbirussu e LagoaR$ 38.500.000,00Histórico de aditivos suspeitos
Centro e ProsaR$ 22.000.000,00Ligada ao “núcleo duro” de influência política

Esses valores não incluem os “aditivos” que costumam surgir no meio do caminho, elevando o custo em até 25% sem que um metro a mais de asfalto seja entregue. É o dinheiro da sua segurança e da saúde dos seus filhos sendo enterrado em obras de qualidade duvidosa.

Por; Paola Rossato

Outras notícias